Mostrar mensagens com a etiqueta Análise de Conteúdo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Análise de Conteúdo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Workshops de Métodos Qualitativos: 2015/2016

Novas datas disponíveis (19 Setembro, 17 Outubro, 21 Novembro)
Local: Casa estrela-do-mar (Benfica, Lisboa)

Módulo 1 (10-13h)

Precisa de utilizar metodologias qualitativas de análise de dados e não sabe por onde começar?Quer saber a diferença entre análise temática, análise narrativa e grounded theory? Gostava de perceber que tipo de estratégia de análise se adequa aos seus objectivos? E aprender o funcionamento básico do NVIVO, um dos programas mais utilizados na análise qualitativa?
Conteúdos:
Introdução às qualitativas
Tipos de análise qualitativa
O processo de codificação
Análise de dados com NVivo 10

Módulo 2 (14.30-18h)

Já está a avançar com alguma codificação mas quer aprofundar mais a análise? Já codificou os seus dados mas não sabe para onde se virar a seguir?  Está soterrado/a em codificações que lhe parecem pouco úteis? Não sabe por onde começar a escrever a tese ou o artigo? O segundo módulo é para si.
Conteúdos:
Pesquisa avançada no NVivo (Consultas e Classificações)
Gestão de dados
Qualidade em qualitativas
Como escrever artigos qualitativos
Supervisão de projectos dos formandos

 Todas as informações aqui



terça-feira, 7 de outubro de 2014

1º Curso de Metodologias de Investigação Qualitativa - [NOVA DATA INÍCIO: 6 DEZ 2014]


Nova estrutura de formação em Qualitativas

Em conjunto com a Casa estrela-do-mar, irei dinamizar uma formação em metodologias qualitativas, organizada segundo as avaliação e  sugestões dos participantes que participaram nos meus Workshops de 2013/14.
Eis as novidades:
  • Desenho encadeado de 7 Módulos: Permite desenhar a investigação, recolher os dados, analisá-los e escrever o produto final durante o curso, sempre com acompanhamento.
  • Maior espaçamento temporal entre os módulos /cerca de 1 mês), permitindo:
  • Maior aprofundamento das principais temáticas e desenvolvimento ao vivo do projecto/análise;
  • Forte componente prática em todos os módulos (Bring your own data ou acesso a dados já recolhidos para os exercícios práticos)
  • Acesso a supervisão individual
flyerqualit3

7 Módulos (28h)

Módulo 1:  Introdução à investigação qualitativa; Paradigmas; Planeamento e estratégia de Investigação; Recolha  de dados qualitativos (Entrevista/Questionário/Observação) [NOVA DATA INÍCIO: 6 DEZ 2014]
Módulo 2: Tipos de análise qualitativa; O processo de codificação; Introdução ao ambiente NVivo 10 [13-Dez-2014]
Módulo 3: Codificar no Nvivo 10; Casos e Grupos [17-Jan-2015]
Módulo 4: Pesquisas avançadas no NVivo (Queries); Qualidade em qualitativas [7-Fev-2015]
Módulo 5:  Dar forma ao dados e/ou construir teoria; A utilidade dos mapas conceptuais [14-Mar-2015]
Módulo 6: Escrita de outputs qualitativos (teses, reports, artigos); Processo de publicação;  Supervisão Individual [11-Abril-2015]
Módulo 7: Escrita de outputs qualitativos (teses, reports, artigos) & Supervisão Individual [9-Maio-2015]
Formadora:  Luana Cunha Ferreira – Psicóloga. Doutorada em Psicologia Clínica pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. (FPUL) e Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.  Colabora na docência da unidade curricular Métodos de Investigação em Psicologia – Temas Avançados, no Mestrado Integrado em Psicologia da FPUL. Formadora e Consultora em Metodologias Qualitativas.  Autora do blog Qualitativas, etc.
Horário: 14-18h
Destinatários: Finalistas de Mestrado, Investigadores, outros interessados.

Valores:

Curso completo (28h): Valor de 395 euros (316 euros para Associados)
Cada Módulo (4h): Valor de 75 euros (60 euros para Associados)

Torne-se sócio!

Inscreva-se através de email geral@casaestreladomar.pt ou ligue 913301540.

NIB Associação Casa Estrela do Mar:
0035 0202 00037830 530 65
Banco Caixa Geral de Depósitos
Nota: Datas sujeitas a alterações conforme propostas dos participantes, se possível. O curso funcionará com um mínimo de 5 e um máximo de 8 participantes no curso completo. Casos não se atinjam 5 participantes em todos o módulos, o curso não se realizará.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Análise de dados qualitativos: Actividades práticas com alunos

Esquemas resultantes da análise qualitativa in loco, produzidos pelos alunos.


O que acontece quando um grupo de alunos de psicologia - que na sua maioria nunca ouviu falar em análise qualitativa  - é confrontado com um excerto de uma entrevista para codificar? Ali e agora.  Medo? Caos? Incredulidade? Escárnio e mal-dizer? Dissonância cognitiva? O ocasional bocejo?  :-)  Sim, alguns destes ingredientes estiveram presentes, são pitadas essenciais numa actividade onde se pede uma elevada capacidade de entrega e de experienciação de algo que é desconhecido e complexo..

No entanto, o que senti na vasta maioria dos alunos-participantes* foi uma curiosidade genuína, uma séria pré-ocupação com o rigor metodológico e uma excelente capacidade de envolvimento com os dados e com o processo. E também uma saudável disponibilidade para porem em causa preconceitos  e para se rirem das automatizações que por vezes estão enraizada na forma como encaramos as ciências.

Após uma aula teórica onde foram apresentados os conceitos gerais da análise de dados qualitativos e os métodos e paradigmas subjacentes (tomando como exemplo este  projecto), surgia o grande desafio: a análise de um excerto de uma entrevista, na aula prática, conforme indicações do seguinte exercício em grupo :

Tarefa: "No mundo dos casais"


  1. Ler o excerto da entrevista e reflectir sobre quais os objectivos específicos subjacentes;
  2. Testar e afinar os processos de codificação;
    1. Descritiva: Quem são estes participantes?
    2. Tópica: O excerto refere-se a que temas gerais?
    3. Analítica: Que categorias emergem? Que conceitos estão representados, o que pode ser explicador e agregador, como se relacionam os conceitos?
  3. Justificação: basear a codificação analítica na contagem de ocorrências de determinadas unidades de significados, na relação entre categorias e/ ou na análise aprofundada da estrutura da narrativa.
  4. Criar um esquema que ilustre os resultados da análise

Cada grupo teve direito a um excerto diferente da mesma entrevista. Este foi um deles:


"Excerto 4  da entrevista ao casal Mariana (37) e Francisco (39), em união de facto há 10 anos, com 3 filhos.
L: Imaginem que vocês encontravam um casal de 80 anos que vos dizia “Nós conseguimos manter um desejo sexual muito satisfatório para ambos, ao longo de 60 anos de casamento”. O que é que vocês acham que este casal fez?
M: Acho que comunicou bem.
F: Confiança.
M: Aprenderam a manter a comunicação. Se agora não conseguimos resolver, amanhã vamos conseguir. Se eu não consigo, ele vai conseguir.
F: Expostos à diferença. A ouvir o outro.
M: A tolerar que o outro não se funda comigo. Que o outro esteja no meio da festa e ser a estrela.
F: Não admitir a monotonia, se não às tantas enrola-se numa coisa que não tem interesse e acaba por acabar.
M: Se o próprio tem uma dificuldade um problema que não consegue resolver, pode ser necessário ir buscar uma ajuda…
L: Ir buscar os recursos que se acha que são necessários?
M: Mas mantendo sempre aberta a comunicação. Eu preciso disto, vou fazer isto… Pode ser qualquer coisa e que o outro saiba dizer então vai."



Os grupo iniciaram o seu trabalho com diferentes ritmos. As principais dúvidas iniciais prenderam-se com a codificação descritiva (até chegarem às categorias "género", "idade", "tipo de união" - as únicas a que tinha acesso). Após ultrapassada a primeira dificuldade, os pedidos de ajuda ou esclarecimento foram relativos ao processo - indubitavelmente árduo - de abstrair dos dados categorias suficientemente específicas e simultaneamente meta, que de facto acrescentem qualquer coisa de novo à análise. Ao relacionar estas novas categorias emergentes entre si através de outras categorias mais interactivas ou processuais, os resultados esquemáticos começaram a ser testados contra os dados (excerto) e os resultados estão à vista.

Exemplos de alguns esquemas produzidos:










Todos estes excertos foram conceptualizados e produzidos pelos alunos em menos de 1 hora! Mas o processo total foi maior e incluiu uma aula teórica. Fomos do excerto às perguntas do guião, do guião à entrevista, dos dados às categorias de análise, sempre em frente até às pesquisas de significados e por fim de volta às análises para perceber como se pode co-construir a teoria.


Pessoalmente, foi uma experiência riquíssima, e fiquei cheia de vontade de repetir!

Obrigada a tod@s.


* Tenho por hábito, nas aulas que sou convidada a dinamizar, distribuir uma folheto com 3 pontos (O que gostei mais? O que gostei menos? e Comentário)  para a minha própria avaliação, ou seja, para perceber o que correu bem e que áreas é que necessitam de ser melhoradas. É uma ferramenta de trabalho inestimável.

Nota: Todos os esquemas foram reproduzidos com a expressa autorização dos seus autores originais. Agradeço à aluna Marlene L. o envio de algumas fotografias e lamento não poder colocar todos os esquemas produzidos, por questões de espaço no blog. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Na primeira pessoa: Análise de dados qualitativos




É com grande orgulho que apresento uma nova colaboração no blog: Maria Minas* fala-nos dos seus primeiros mergulhos na análise qualitativa, e de quão caóticas e recompensadoras podem ser estas aventuras. 


Diário dos primeiros passos na análise de dados

Dia 1: Querido diário, já recolhi os primeiros dados da minha investigação. Várias impressões e interrogações me assaltaram desde que comecei a ouvir os participantes das entrevistas… Aliás, acho que foi a sensibilidade e curiosidade que me trouxeram aqui e continuam a atrair-me e sugestionar-me discretamente. Mas hoje escrevo para registar um marco importante. Vou começar oficialmente a fazer “análise de conteúdo”. Estou curiosa, entusiasmada e assustada com esta aventura. Descobrir que padrões emergem do emaranhado de conteúdos, de significados… Que surpresas, aprendizagens, confrontos, mudanças me esperarão?

Dia a seguir: “Há tantos caminhos que vão dar a Roma”… Qual será o que melhor condiz com os princípios e objectivos do estudo, com aquilo que pretendo conhecer e a maneira como o pretendo fazer? Afinal, fazer análise de conteúdo equivale a aprender análise de conteúdo e criar análise de conteúdo. Preciso de apreender as ferramentas que já existem, compreender as suas várias utilidades e como se manuseiam e depois personalizar o percurso, ajustando-o à razão de ser da minha investigação, aos seus participantes, à sua essência…

Dias depois: Tenho andado às voltas a ler as transcrições das entrevistas e a tentar absorver o que os entendidos na matéria de analisar conteúdos entendem. Vou apontando reflexões e memos. Espero que sejam úteis, tenho feito pequenas experiências baseando-me nas dicas que os autores vão partilhando de “por onde pegar” no nosso emaranhado de conteúdos. Chegou a hora de arriscar e dar os meus primeiros passos. Começar a apropriar-me da experiência e esboçar alguma coisa que reflita a voz e sentidos dos participantes, da nossa investigação.

Passados muitos dias: “Que engraçado!” “Que confusão!”… “Que interessante…” “Nunca tinha reparado….” “O que quererão dizer com isto?” “AH!”…“Bem, tenho que fazer outra coisa, a monotonia está a dar-me sono”. Não escrevia há muito tempo, mas estas são algumas das expressões que me têm ocorrido, entre muitas outras. Quase que poderia fazer uma análise de conteúdo da minha própria experiência subjectiva! Sem dúvida que ia ser surpreendente e rica… E depois podia relacioná-la com o que tenho recolhido dos participantes e comparar! De repente parece que tudo à minha volta tem potencial para análise de conteúdo, dá vontade de questionar, comparar, quase como se de um jogo se tratasse. Estou de tal maneira embrenhada que me sinto voltar aos tempos em que jogávamos consola e, tal era o “envolvimento”, transportava o jogo para o sonho e sonhava que estava a ultrapassar níveis do Super Mário e descobria novos truques…! Vejo muitas coisas positivas em viver este espírito adolescente no processo de análise de dados, chega a ser lúdico olhar para esta “obrigação” como um jogo de criatividade e sensibilidade. E esta aprendizagem, esta lente a olhar para a vida, para os significados e para as relações acaba por se entranhar e ser transferida para outras leituras e para a maneira como integro e acolho o que vejo e oiço. Dou então por mim a ver os padrões que emergem na exploração dos dados plasmados noutras situações mais rotineiras – numa notícia, num poema, numa crónica… E de repente, em qualquer leitura destacam-se palavras, pulam e juntam-se a outras e formam triângulos e apontam para novas direcções…
Sonho? Não. Realidade dinâmica, de quem se deixa influenciar e interpelar pelos dados, pelo que os participantes das entrevistas transmitem…!

E estou só no princípio. Este exercício promete ganhar complexidade, baralhar-me, mas esclarecer-me também. O tempo não se perde, ganha-se. Porque enquanto não damos por ele a passar crescemos na capacidade de ouvir a perspectiva dos outros e de assim aumentarmos o entendimento comum e a afinidade nas nossas relações. 




* Maria Minas, Psicóloga, encontra-se a desenvolver a sua investigação de doutoramento no 

Programa Doutoral em Psicologia Clínica (FPUL-FPCEUC), sobre a intervenção eco-sistémica em famílias pobres multidesafiadas. maria.minas(arroba)gmail.com


Todas as imagens @Goggle Images

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Introdução à Análise de Conteúdo



Será que tudo o que é análise de conteúdos é "Análise de Conteúdo"?




A análise de conteúdo é um técnica, enquadrada numa estratégia metodológica, que visa a descrição sistemática das principais categorias encontradas num dado conteúdo (seja ele um texto ou uma imagem, por exemplo) e a sua quantificação, possibilitando assim a sua comparação.Aqui fica uma introdução geral à análise de conteúdo, desenvolvida pelo professor Albino Ferreira, em português, que responde de forma muito sucinta às seguintes questões essenciais:1) Quais os tipos de análise de conteúdo?2) Que unidades de análise utilizar?3) Quais os processos envolvidos?4) Fidelidade e Validade na análise de conteúdo.

análise de conteúdo
View more PowerPoint from Albino Ferreira